Out
17

Sou fã do Rock feito no Rio Grande do Sul. Sempre curti, desde a infância lá nos oitenta, vendo o estouro dos Engenheiros, Nenhum de Nós, e descobrindo bandas sensacionais como DeFalla, TNT, e a minha predileta de todos os tempos, Os Cascavelletes, e mais outras trezenas de bandas com o passar dos anos. Essa tradição roqueira do Rio Grande do Sul sempre me chamou a atenção, queria muito conhecer Porto Alegre e ver qual é; logo tocar por lá virou uma espécie de ‘meta’, desde o primeiro ano da fluxo, antes disso até. Depois de alguns ‘quase’ nos últimos dois anos, eis que chegou o dia e partimos rumo à POA.

Se era a primeira vez no RS, também era a primeira vez num avião, o que não foi muito agradável, ninguém nessa banda ainda tinha voado e a coisa foi meio tensa, tensa e patética ao mesmo tempo, com um dos integrantes sendo alvo de olhares e piadas nesse vôo. Hahaha! Quem será, quem será? Lógico que pegamos um vôo mega promocional, e o aviãozinho por dentro mais parecia um ônibus da viação cometa, saculejou um monte (‘períodos de instabilidade’ dizia a voz do além), lembrei de estradas esburacadas… na verdade acho que essas conexões me deixavam mais tranqüilo, era melhor acreditar que estava num ônibus e havia buracos na estrada. Lembro de ter lido que os acentos do avião flutuam na água, foi inevitável não pensar merda quando avistei Porto Alegre, cercada pelo Rio Guaíba…

Chegamos em POA duas da tarde, ufa! E não chegamos sózinhos, chegou também aquela que nos acompanharia praticamente até nossos últimos minutos na cidade: a chuva!!! No aeroporto éramos aguardados pelo Ricardo da Laranja Freak, sujeito muito bacana, aliás, ele e Dna. Elô, gente finíssima. E dá-lhe chuva! Mas o clima-neura do avião já tava ficando pra trás, até o hino do Grêmio já era berrado naquela van! Faltou uma(s) cerveja(s), mas só fazia cinco minutos que estávamos lá, enfim, na sequência compramos umas latas de Polar e ficou tudo bem. Demos um tempo no estúdio Marquise 51 e fomos pra TVE, fazer o programa Radar, programa bem legal onde as bandas fazem um som ao vivo. Passamos o som, entramos no ar as seis da tarde para todo o Rio Grande do Sul, foi bem legal, tocamos quatro músicas, uma delas, “Meu Doce Obituário” tá no youtube confira!

Chuva, chuva, água que cai do céu! Não sei como, a bendita chuva deu um tempo por volta das dez da noite, quando tomávamos umas beras no Bambus. Chegamos no Garagem Hermética quase meia noite, e o povo começando a chegar também. O clima era bom, e tinha que ser, afinal era a nossa primeira vez em POA, ainda no Garagem - reduto histórico do underground porto alegrense - e abrindo para Os Replicantes! Isso sem falar que era o primeiro show de um ano em que tudo parecia dar errado… Bah!! Afudê, como dizem! Chegou nossa hora, “Boa noite Porto Alegreee!” e pau na máquina! Foi um baita show, subimos com fome de palco e sede de rock, o bar parou pra ver e aplaudiu a cada música, na terceira já tinha um povo se quebrando na beira do palco. Foda! Tocamos pouco mais de meia hora, lembro que logo após o término do show rolou ‘Hoje’ do Camisa de Vênus, deu um clima mais ímpar ainda a ocasião, difícil descrever aqui… nessas horas você vê muita coisa, se nem tudo é tão real, no mínimo vale a pena ver… é, eu tava pagando pra ver! Muita gente nos cumprimentando depois, comentários como: “bah, que show”, “banda tri boa”, e por aí vai. Pô, valeu a pena! O show do Replicantes depois foi ducaralho também, grande noite!

Sábado foi chuva e mais chuva sem parar, mas também teve um churrasco-galdério-pegada a tarde inteira, na casa do nosso amigo Maikel, baterista do Clã Mc Loud. Cai a noite e cai mais chuva, incrível, parecia que nunca mais iria parar de cair água, mas lá fomos nós pro Mutantes MC, esse sim um bar deveras underground! Além de nós, teriam ainda os shows do Clã Mc Loud e das meninas da Morgan Le Femme, mas essas não puderam se apresentar devido a um problema de saúde da vocalista. Infelizmente não teve um grande público nessa noite, talvez pela chuvarada, mas rolou o Rock assim mesmo. Após o ótimo show do Clã, nossa vez, e dessa vez o show completo, com direito a música nova e tudo. Tudo o quê? Tudo o que é típico num show nosso, som alto, pegada, pessoas e coisas caindo no palco, e ao final uma Jam com as representantes da Morgan lá presentes, Mick na Guitarra, Djum na bateria, tocamos Rock ‘n’ Roll do Led Zeppelin e Helter Skelter dos Beatles. Mais uma vez a noite foi bem divertida, pena que nesse show a voz do nosso vocalista tenha ido pro saco, o que impossibilitou a gravação de um programa na manhã seguinte, pra webradio EBTK (a fluxo não tocou, mas eu estive lá pra uma entrevista e poucos acordes).

E foi essa a nossa jornada na terra da bombacha e do chimarrão, (não comprei a cuia mas ganhei uma camiseta oficial do Grêmio, thanx Maikel!), valeu muito a pena, conhecemos figuras do naipe de Ruminig (esse é doente, muito engraçado!), Juliano Fraga, que agilizou esses shows pra nós (valeu!), Sandro (vulgo Piérre!), Mick, Djum e Gabe da Morgan, Srta. Bia Jones, Vivian da EBTK (brigadú!)… Enfim, abraço à todos os guris e gurias, colorados e gremistas, todos que fizeram parte dessa história. O passeio no Brique da Redenção ficou pra uma próxima e espero que essa seja em breve. Inté !

Hudson Antunes

Set
22

—“Tu anda sumido!”

—”É, ando sumido.”

É verdade, a fluxo andou sumida por um tempo, bem que tentou comparecer, mas enfim, o primeiro semestre foi um tanto quanto conturbado, onde fatores externos atrapalharam um bocado o andamento do rock: divórcios, prisões, habilitações suspensas, seqüestro, morte, lavagem cerebral e vários shows cancelados, mas estamos aqui, voltando ao trabalho. Nessa maré de pouca sorte (dizem que dizer ‘azar’ dá ‘azar’!), o nosso álbum de estréia que já deveria estar pronto ficou pra mais além, mas não preocupai óh povo de Midgard, se até o Chinese Democracy  do Guns (ou do Axl?) foi lançado (esse sim, nunca deveria ter sido lançado), não vai ser o nosso que vai virar lenda! Quem viver verá e ouvirá um puta disco da FLUXODRAMA. Sim, verdade! Mas o importante é que estamos de volta, e a nossa volta aos palcos foi mais do que especial, foi em Porto Alegre-RS. Logo conto como foi…

Hudson Antunes

Dez
28

Hello! Hooray!! Let the show begin, I’ve been ready… OK… cá estou, Hudson Antunes no derradeiro post  de 2008, ano looongo que já ta indo pro vinagre…  mas dá pra dizer que entre altos e baixos, foi um ano bom para a FLUXODRAMA, mas como ainda não acabou tenho as últimas pra contar: agora é oficial, nosso disco de estréia começará a ser gravado no início de 2009, final de janeiro/começo de fevereiro! Yeah!!! O estúdio será o Clínica Pro Music, aqui em Curitiba, e a produção ficará por conta do Sr. Murillo Da Ros, que além de um baita profissional com mais de vinte anos de experiência no ramo, também é um grande amigo que acompanha a fluxo desde os primórdios. O disco terá de 10 a 12 músicas; a pré-produção teve início em  novembro, algumas faixas dessa pré estão disponíveis no nosso myspace, confiram!

Bom, como nem tudo são flores nessa vida, infelizmente tivemos que cancelar a nossa participação no festival Fogo no Cerrado, que seria no dia 12/12 em Campo Grande - MS, lamentamos muito por isso, pois estávamos bastante entusiasmados com esse show, porém ficamos contentes em saber que tudo deu certo por lá e que o festival “incendiou”! Parabéns ao Jean (Dimitri Pellz) e a Letz ‘Rock’(Bigorna Produções) pelo empenho na realização do evento, esperamos que esse se consolide na cena indepentente, e quem sabe possamos fazer um puta show por esses lados numa próxima edição. No mesmo dia fomos escalados de última hora para tocar no 92 Graus aqui em Curitiba,  com as bandas Loser Manos(bom nome!) e Popstars Acid Killers(rock bom e barulhento de SP, com a baixista mais tímida que eu já vi), como não viajaríamos mais,  tocamos lá, e foi esse o nosso último show em 2008, show um tanto quanto ‘explosivo’, e depois desse meu baixo vai ter que ir pra revisão mesmo, urgente!

Ah, sim, deixo aqui um abraço especial aos nossos queridos amigos Harry e Gi, que estavam nesse show, que aliás estão em praticamente todos os nossos shows por aqui,  são  como testemunhas oculares de nossa história, além de grandes entusiastas de nosso trabalho.  Isso aí povo, vou nessa, desejo a todos em nome da FLUXODRAMA um puta 2009, repleto de saúde, paz, amor, dinheiro, etc. etc. etc.,  e claro, muito, mas muuuuuito Rock ‘n’ Roll, e podem ter certeza no que depender de nós isso nunca vai faltar. Yeah!!! Até o ano que vem, fui!!!

Dez
03

Nosso último final de semana foi bastante tumultuado e divertido (ou divertido e tumultuado?), tínhamos datas em Londrina, Maringá e Curitiba, vou contar um pouco do que foi essa jornada. Hudson Antunes e mais um artigo para o fluxolbog…

Quinta 20/11, LONDRINA-PR

by Carol Wojtylaby Carol Wojtylaby Carol Wojtyla

by Carol Wojtylaby Carol Wojtyla

Como da última viagem, apenas a banda e as tralhas todas dentro do carro, a trilha sonora era Beatles, Doors, Ramones e Supergrass. Chegamos em Londrina por volta das sete da noite, encontramos nosso amigo Diogo (que toca no Fabulous Bandits, e foi o cara que agitou essa data pra fluxo) e fomos direto pro hotel, dar um tempo e em seguida passar o som. O bar, Strettos Pub, me pareceu um lugar bem bacana, apesar de muito quente, calor infernal fazia lá dentro, daí o jeito foi embarcar no chopp de ‘um pila’, vários deles pra aliviar um pouco… embora eu tenha desistido desses lá pelo quinto copo, não sei o que era, mas aquilo tava com cheiro de vômito, ou o calor já tava afetando minhas idéias… uma long neck, por gentileza!!! Som passado, vazamos pro hotel e aquela coisa: dar um tempo, comer algo, beber algo e voltar pro bar horas depois, acredito q umas onze horas estávamos por lá novamente…derretendo! O lance era esperar a hora de subir ao palco, aproveitar pra por o papo em dia com nosso estimado casal de amigos, o já citado Diogo Rogerinho e Carol Wojtyla (que fez ótimas fotos desse show, vocês podem conferir no nosso site, ou no flickr dela), e também conhecer pessoas, ingerir bebidas e derreter mais um pouco. Hora de tocar! Posso afirmar que foi um bom show, estávamos empolgados e o público também, tocamos todas as músicas (ou quase todas?) que farão parte do nosso primeiro disco, e ainda uma releitura para Sgt. Peppers dos Beatles. Show típico da FLUXODRAMA, com pedestais, instrumentos e pessoas  caindo pelo palco, hahaha, coisas do Rock ‘n’ Roll! Após nosso show, a festa continuou com o hillbilly londrinense dos Fabulous Bandits, banda realmente fabulosa com um show que contagiou todo mundo por lá. Depois disso tudo, até que tentamos descansar um pouco, mas no hotel continuou a bebedeira, risadeira e até debate sobre direitos autorais! Aff… Logo pela manhã, nosso último compromisso em Londrina, o programa Jardim Elétrico na rádio da UEL, que foi divertídissimo, demos entrevista, tocamos no formato acústico e botamos abaixo aquele estúdio, tenho certeza que esse povo não esquece a gente tão cedo. Finalmente seguimos para Maringá, onde ainda tinha show pra fazer nessa sexta… eu disse: tinha!

Sexta 21/11,  MARINGÁ-PR

Chegamos por volta de uma da tarde, perdidos e morrendo de fome. Pouco depois de um lanche rápido, recebemos uma ligação, a má notícia: o show não iria rolar! Como assim? Enfim, meses atrás o Tribo’s Bar teve todo seu equipamento roubado, e nessa sexta eles não tinham como, ou onde  alugar o som, ou o cara que alugava furou, não sei. Tentamos dar um jeito na situação, fazendo dezenas de ligações, vendo quem conhecia alguém que tinha um som pra alugar, mas foi tudo em vão. Resumindo: o show foi marcado e desmarcado várias vezes no decorrer do dia, transferido pra Base, desmarcado novamente, chegou a ser anunciado que seria no Pub Fiction, voltou pra Base… um rolo só! Isso que, o pessoal das outras bandas (Stoned Beavers e Hospital Doors) conseguiram o equipamento, mesmo assim a ‘gerência’ do Tribo’s não quis saber. Ainda tentei conversar com os (ir)responsáveis, mas não atenderam o telefone. Achei uma puta duma sacanagem e ainda fiquei sem explicação, mas isso já rendeu discussão na comuna do bar no orkut e sinceramente já encheu. Aliás, como diz o título duma outra comunidade “Quem tá no rock é pra se foder”… Pra não dizer que foi tudo em vão, fizemos o programa Garagem da Rádio Cesumar, que foi tão divertido quanto o que fizemos em Londrina. De resto, a saída foi beber um pouco pelos bares da cidade, e ainda teve uma outra possibilidade de tocar na Base, até fomos lá, mas já tava tudo fodido, não tinha mais clima, já era e não teve jeito! Fazer o quê? Sábado pela manhã a FLUXODRAMA retornava pra Curitiba.

Segunda 24/11, CURITIBA-PR

Eu até que não acho a segunda-feira um dia tão ruim quanto dizem, mas é bom não esperar muito quando se tem show para fazer nesse dia. O Sláinte é um bar super legal, de qualquer forma já vale a pena estar por lá e tomar uns tragos com os amigos…isso se seus amigos também estiverem por lá… pode ser que eles não apareçam numa segunda-feira! De qualquer forma estávamos lá, nós e eles, “Eles Mesmos”, mais uma vez dividindo o palco coma a gente, numa noite de muito entra e sai no bar e poucos amigos, como o Ramone dos Invasores por exemplo, mas esse entrou e ficou. Não lembro que horas eram, e também acho que não estava me importando com isso, enfim,  começam os shows com “Eles Mesmos”, que pareciam muito a vontade no palco (ou no cercadinho!) apesar do marasmo, devem ter feito o show completo ou quase isso, gosto deles, são bons músicos e sujeitos muito legais. E chega a vez da FLUXODRAMA, mais um show ímpar nosso, set curtíssimo, lembro do som do baixo sumindo no final de uma música, o som da guitarra sumindo em outra, músicas que derraparam mas não saíram da pista, uma caneca enorme se espatifando no palco… mas o som estava bom, apresentação tumultuada mas com muito felling, com direito a música nova (ainda sem nome) e um Supergrass básico pra encerrar! Subi no palco com um mau humor do cão, mas saí melhor dele; o Dhiego estourou a mão nas cordas da guitarra, lembro disso ter acontecido no primeiro show nosso… Foi assim a segundona, quem foi viu, pode ter gostado, pode não ter gostado, mas não dá pra ficar indiferente a uma apresentação dessas. Isso aí! Próxima parada: Campo Grande-MS, dia 12/12, festival Fogo no Cerrado. Abraço a todos, fui!!!

Nov
10

Costumo dizer que shows são como pizza ou sexo… até quando são ruins são bons… enfim, a última apresentação que fizemos no James Bar, quinta 30/10, me deixou nessa dúvida. As quintas no James já são tradicionais, sempre tem uma banda tocando por lá, vai uma galerinha pra assistir, umas gurias que parecem ter saído do filme Amélie Poulain, discotecagem da boa, Bohemia gelada, efim, lá tem tudo pra deixar sua noite mais agradável… ou não! Quando chegamos pra passar o som, estávamos tranqüilos, demos muita risada com o técnico de som, o Lâmpada, mas logo vimos que teríamos problemas pra tocar. Problemas com o volume do som, na verdade.

Já vi outras bandas tocando lá, nunca reparei que talvez eles pudessem estar tocando de uma forma mais ‘contida’, pelo menos nunca me pareceu isso, mas sei que no nosso caso o bicho pega, pelo jeito que tocamos, que é descendo o cacete em tudo, ‘mão-pesada’ mesmo… daí fica foda você tocar com a guitarra no volume 1 do ampli e ainda pedirem pra você abaixar!!! Ok, tentamos no volume 1 mesmo.

Meia-noite e alguma coisa começamos a tocar, o som tava bom apesar de extremamente baixo, na verdade nem tava tão bom assim, razoável, daqueles sons que você ouve mas não sente o que toca. O bom é que mesmo assim a reação do público foi boa, aplaudiram todas as músicas, as velhas, as novas, os covers, mas sei lá. Pessoalmente me diverti muito com ‘Caught By The Fuzz’ do Supergrass, talvez a única música que eu tenha realmente tocado sem me distrair com alguma coisa… mas não tenho certeza também. Era aniversário do nosso estimado ‘quarto fluxo’ Mr. Ener, então era pra ter sido uma festa… e deve ter sido, eu acho. Após o show teve pessoas falando com a gente, que não conheciam e acharam muito bom e que não sei o quê, aquela coisa, mas o fato é que não gostamos do show, não estávamos 100% nele, não chegou a ser ruim, mas bom mesmo também não foi. Ou foi?

Se alguém que esteve por lá aquela noite estiver lendo isso, favor deixar sua opinião. Obrigado! Na próxima vez em que tocarmos no James, se é que vai ter próxima, faremos um show acústico, mas é bem capaz de ser um acústico nos moldes do Ultraje a Rigor, que é descendo a mão em tudo, ou seja, não vai mudar nada. Mas acho que seria um bom show, um show diferente da FLUXODRAMA… ou não!

by Hudson Antunes

Out
22

Sim, eu voltei, Hudson Antunes em mais um tardio artigo para o fluxoblog! Tocamos nesse último sábado, 11/10, na segunda noite da primeira edição do Timbre Rock Festival, festival organizado pela produtora Timbre Noise & Low Records, que rolou no Tribo’s Bar em Maringá, mas a história começou na sexta. Saímos de Curitiba por volta das duas da tarde, viagem tranqüila ao som de Eric Burdon e Rolling Stones, com apenas uma rápida pausa no meio do caminho, uma lanchonete de posto, onde duas adolescentes vieram nos perguntar se éramos da Cachorro Grande! Essa foi boa, me fez pensar na popularidade alcançada pela cachorrada e no que uma MTV não faz! “Cachorro Grande? Não, não… somos apenas grandes cachorros!” Hahaha! Seguimos viagem, chegamos em Maringá por volta de oito horas da noite, sem os números de telefone dos responsáveis pelo festival e com apenas o nome do hotel… isso por que alguém conseguiu lembrar; uma anotação com os telefones e endereços, nomes e etc. ficou em Curitiba. E como chegar nesse hotel? Pedimos informação pro atendente de um posto onde paramos pra comprar umas latas, cara bacana e que deve ter um GPS na cabeça: “siga em frente por essa avenida, dobre a segunda pra direita, sétimo sinaleiro vire pro lado do posto que dá de frente pro mercado, uma quadra depois à sua esquerda é o hotel” … disse algo mais ou menos assim o qual seguimos à risca: dito e feito, chegamos no tal hotel. Após  breve descanso e dúzias de béras depois, fomos ao Tribo’s conferir os shows, conhecer pessoas, bandas, bebidas e afins, afinal tocaríamos só na noite seguinte… lembro de estar com fome e não ter me importado com isso, fui o único que não rangou nada na birosca no meio do caminho, esqueci e só fui me lembrar disso mais tarde. A partir daqui minhas lembranças de sexta já ficam um pouco ‘nebulosas’, mas me recordo do show do Nevilton (PR), e da rapaziada gente boa do Korova’s Veloccet (SP). Os shows foram passando, sei lá que horas eram, e assim do nada: teto-preto federal nesse que vos escreve! Sim, devia ter comido alguma coisa… mas já era tarde. O resto da minha noite foi numa cadeira branca no fundo do bar, não vi mais nada nem ninguém, ainda que todos tenham me visto naquela incômoda situação. Minhas lembranças voltam a partir do momento em que fui embora, carregado (!) pelos meus companheiros de banda, Bruno de um lado, Dhiego do outro, ainda se despedindo do povo no bar… momento épico da banda esse, não? Imaginem só, eu de braços abertos, cabeça baixa, barba por fazer… um pseudo Jesus-Christ-Rocker, decadente e em fim de festa! Foi pra acabar! Fazia mais de dez anos que eu não passava por uma dessas, mas tudo bem, ainda tinha outro dia pela frente…

Sábado foi uma espécie de ‘dia de folga’, passamos boa parte do tempo no quarto do hotel, TV ligada (que ninguém prestava atenção), conversas que iam longe, de Peter Griffin (Family Guy) a Renato Russo (hã? quem?), risada, muita risada, e claro, Rock ‘n’ Roll, o violão 12 cordas do Sr. Austin sempre na mão de alguém, ótima oportunidade para desenvolver nossas músicas novas e também para tocar algumas ‘prediletas da casa’, como por exemplo “Late in the Day” do Supergrass ou “I’m The Walrus” dos Beatles, aliás, é bem provável que essas músicas venham a fazer parte do nosso set list. Cai a noite, do hotel pra van, da van pro bar! O público dessa noite não foi o esperado, mas o clima estava bom. No geral dá pra dizer que o entrosamento entre as bandas foi bem bacana, pessoal trocando material, idéias, drinks (com exceção da minha pessoa, ainda na garrafinha de água… porque será?). Os shows começaram a rolar por volta de uma da manhã, quando já recuperado e empolgado pro show, voltei pra boa e velha cerveja! Um brinde! Duas da manhã, hora da FLUXODRAMA! É foda, sei que sou suspeito pra falar, mas foi um puta show (podem ter certeza, quando for ruim irei dizer!), um show curto mas eficaz. Ainda que muitos ali também fossem músicos, o público participou bastante; lembro de ter visto pessoas cantando músicas que ainda não gravamos, e as que estão na demo ficaram demais com o povo cantarolando junto nos refrões! Mas é assim que a coisa funciona, se a banda empolga o público e o público empolga a banda (You drive us wild, we’ll drive you crazy!!), as duas partes só tem a ganhar! Foi um show explosivo, daqueles que dá vontade de quebrar tudo, e nessa realmente fodi um pouco meu baixo, mas faz parte! Depois disso, tudo era festa, e a festa continuou com outros ótimos shows de rock, como o Clã McLoud (RS), com o sagaz “baixista-aranha” detonando nas quatro cordas! Teve também o hard-rock setentista do Narcotic Love (SP), com ótimos arranjos vocais, e nossos amigos do Dimitri Pellz, performáticos e insanos, também fizeram uma apresentação memorável no festival. É claro que um show ou outro acabamos perdendo, mas com todo o blá blá blá rolando, as entrevistas e todos os contatos que fazemos nessas ocasiões, não dá pra ver tudo. Eis que o dia amanhece, nessas horas ainda é possível ver algo que te deixe paralisado, ou o faça pensar que tudo valeu a pena… por mais que as luzes sejam baixas… ainda mais se nessas horas o Sol já assumiu seu posto! É possível ver sim, e eu vi!

Manhã de domingo e ainda restam uns poucos guerreiros na frente do hotel, rindo e bebendo cerveja; outros ainda com disposição maior para buscar uma vodka no posto ao lado, como fizeram dois bateristas alucinados, isso já era umas nove da manhã, e a coisa foi mais ou menos assim até a hora de ir embora. Só os motoras descansaram e dormiram um pouco, o resto não quis nem saber! E essa foi a nossa saga no primeiro Timbre Rock Festival, nossa segunda vez em Maringá (quer saber como foi a primeira? Assista: http://www.youtube.com/watch?v=iRZ-G5AeO34). Que logo venha a terceira, quarta… Ah, sim, a viagem de volta? Parecida com a da ida, porém mais cansativa e menos empolgante!

Ago
13

OK, confesso que ainda não me acostumei com essa idéia de blog, com o tempo quem sabe isso aconteça e eu passe mais vezes por aqui. Muito bem! Hudson Antunes no fluxoblog pra contar um pouco do que rolou no mês de Julho, vamos lá! O vídeo de “Meu Doce Obituário” foi ao ar em rede nacional pelo canal Multishow, e como consta no post anterior já rolou de volta por esses dias. E vai rolar mais vezes, o que é muito bom! Pra quem nunca viu ou quer ver de novo, na página de entrada desse site tem o link; o download do vídeo pode ser feito no menu imprensa. No mês de Julho também rolaram alguns shows, um deles numa data especial, no Dia Internacional do Rock. Várias pessoas compareceram ao Radiola Alternativa, além da FLUXODRAMA tocaram também os Barbatanas e “Eles Mesmos”. A primeira apresentação foi a dos Barabatanas com sua surf music agressiva (alguns riffs me lembraram Slayer, juro!), fazendo o povo se quebrar, pogo e mosh rolando adoidado. O público, que era composto por malucos de todo tipo (tinha rockabilly, punk, careca, metaleiro…), já estava acostumado com as outras bandas, que tem uma certa similaridade no som, ou seja, nós éramos os ‘de fora’ ali, e em certo momento, achamos que o show poderia ser tenso. Eis que chegou a nossa vez, subimos ao palco e aquele espaço vazio na frente dele, mas era o dia do Rock e é isso que sabemos fazer! Aos primeiros acordes de “Você Sabe!!!” os espaços foram tomados, a gritaria e quebradeira voltou com tudo e foi um puta show, muito foda mesmo! No youtube tem o vídeo de “Lírios & Anfetaminas” http://www.youtube.com/watch?v=KLHdYI5vL2w, meio escuro mas dá pra sacar um pouco de como foi aquela noite. Em seguida o show dos figuraças “Eles Mesmos”, consagrando essa noite de bebedeira (lei seca o escambau!) e Rock ‘n’ Roll, onde todos se divertiram muito sem grandes confusões ou acidentes, pelo menos dentro do bar, pois sei de gente que deu PT no carro na volta pra casa! Ah, esse tal de Rock ‘n’ Roll…

Jul
29

Olá galera, o clipe da música MEU DOCE OBITUÁRIO será exibido novamente no programa ZERO KM, do Multishow (Canal 42 - Net/Sky). O programa ZERO KM é destinado a mostrar a nova cara da música brasileira e é exibido todos os dias, antes do programa videoclíptico TVZ. A cada dia o ZERO KM mostra uma banda, ou artista, diferente. Nosso vídeo está programado para o dia 4 de agosto em duas exibições: às 09:46 e às 18:52. Stay tuned!!!

by MisterENER

Jun
17

Hello!!!!! Hudson Antunes de volta pra contar as novas da fluxo! Nesse último domingo, 15/06, nos apresentamos no Porão Rock Club ao lado da banda Crocodilla (boa banda por sinal!), numa espécie de “matinê” do rock, com os shows começando cedo e entrada de menores permitida.

Chegamos por volta das cinco da tarde para passagem de som, ainda deu pra ver um pouco do fiasco da seleção brasileira enquanto começávamos o “aquecimento” pro show. O jogo tá fraco? Quem se importa! Mais uma por gentileza! Após a passagem de som continuamos no aquecimento, e aos poucos o povo foi chegando, inclusive uma persona inusitada apareceu por lá, Rolando Castello Jr., lendário baterista da banda Patrulha do Espaço, figuraça, disse já ter ouvido falar da fluxo, trocamos umas idéias mas o cara vazou rapidinho, infelizmente não ficou pro show, assim como nosso amigo Fábio Banks, do Zigurate, que tava lá pra ver o jogo eu acho. Vale lembrar que show no domingo, com um frio do cão e jogo do Brasil não dava pra esperar muita gente, mas até que apareceu um povo por lá, e quem foi se divertiu bastante. Sete e vinte da noite, a FLUXODRAMA devidamente aquecida começa o ataque! O som estava bom, o show fluiu legal, fizemos um set menor do que de costume, dez músicas, nove nossas e uma releitura do White Stripes, “Black Math”.

É sempre bom quando as pessoas curtem e vêm falar com a gente depois do show, pessoas que não conheciam a banda ou ainda não tinham visto o show, como o Glauco Caruso (que já tocou com Júpiter Maçã) por exemplo, esse ficou empolgado com o som, nas palavras dele “um baita show de rock ‘n’ roll com peso, tem que tocar no Rio Grande do Sul urgente!!!” Assino embaixo, claro!!! No decorrer da noite, o de sempre, muita risada, cerveja e pequenos acidentes (acontecem nas melhores famílias!). O próximo show será dia 03/07 no 92 Graus, todos estão convidados. Abrax, ROCK!!!!!!

PS: fiquei de comentar o show de lançamento do site, mas esse show não aconteceu, o Korova fechou as portas e ficou por isso mesmo, bandas como a nossa que tinham data agendada no bar ficaram na mão, simples assim. Eo que é pior: não é a primeira e nem será a última vez que coisas desse naipe acontecem, i n f e l i z m e n t e.

Mai
27

Olá povo do ROCK!!! Aqui é Hudson Antunes no primeiro post do nosso fluxoblog, estarei sempre por aqui contando as novidades, peripécias e aventuras da FLUXODRAMA, assim como os fluxo-brothers Dhiego e Bruno, e também nossos colaboradores, entusiastas e afins! Vocês podem participar disso tudo enviando seus comentários, reclamações, críticas ou sugestões, OK?
Então vamos lá! Eis que depois de um longo e tenebroso inverno, finalmente está no ar o nosso site oficial, cortesia do nosso grande amigo e “quarto fluxo” Mr. Ener (valeu véio!!!) que mandou ver e caprichou na parada! No www.fluxodrama.com.br vocês encontram tudo sobre a banda, músicas, letras, fotos, vídeos e mais uma pá de coisas, vale a pena conferir. Nesse próximo sábado 31/05 tem show de lançamento no Korova Bar (APAREEEÇAM!!!), nós e os amigos da banda Os Invasores e o DJ André Mod, pondo fogo na pista com muito Rock ‘n’ Roll, depois comento aqui. Por enquanto é isso, esperamos que todos curtam o novo site. Abraço a todos, vida longa ao ROCK!!!